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Carambola: um perigo para quem tem doença renal

  • Foto do escritor: Laís Medeiros
    Laís Medeiros
  • 8 de mai. de 2024
  • 1 min de leitura

Em agosto de 1990, ocorreu um incidente no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu-UNESP que alertou para os perigos da carambola em pacientes renais crônicos. Dezoito pacientes em tratamento dialítico foram expostos inadvertidamente à fruta, dos quais oito desenvolveram soluços dentro das primeiras 12 horas após a ingestão. Foi somente em 1998, após a descrição de casos de intoxicação por carambola, que se consolidou a hipótese de efeitos neurotóxicos da fruta, incluindo casos graves com convulsões e até óbitos.

A ingestão de carambola pode ser fatal para pacientes com doença renal crônica (DRC) devido à presença de uma neurotoxina que não é devidamente eliminada pelos rins comprometidos. Enquanto em pessoas sem nefropatias a neurotoxina é absorvida e eliminada sem problemas, em pacientes com DRC ela se acumula no organismo, podendo atravessar a barreira hematoencefálica e afetar o sistema nervoso central.

Embora seja raro que uma pessoa sem histórico de DRC apresente complicações após consumir carambola, isso não significa que não haja riscos. Estudos indicam que o alto teor de ácido oxálico na fruta pode levar a insuficiência renal aguda, formação de cálculos renais e neurotoxicidade em indivíduos sensíveis.

Portanto, é crucial que pacientes com DRC evitem o consumo de carambola e estejam cientes dos potenciais perigos associados a essa fruta. Consulte sempre seu médico ou nutricionista para orientações personalizadas sobre a dieta e o manejo da doença renal. A precaução é fundamental para proteger a saúde dos rins e evitar complicações graves.

 
 
 

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